on 24 de setembro de 2013

É cada vez mais óbvio que os partidos que mais tiram durante o cumprimento dos mandatos são aqueles que mais dão durante a campanha eleitoral. Responsáveis pelo papel usurpador da Troika em Portugal, PS, PSD e CDS roubaram-nos salários e subsídios, emprego e dignidade. Neste período de campanha eleitoral, estes partidos correm as ruas de Vizela, não para mostrarem o que pretendem para o concelho, mas simplesmente para serem eleitos, esvaziando a democracia, despolitizando o escrutínio popular.

Não é aceitável que a coligação tenha apresentado o seu programa a pouco mais de uma semana das eleições. Antes disto, esteve a fazer campanha em nome de nada, uma campanha clubista, despolitizada, desonesta. Também não é aceitável que Miguel Lopes, em debate na Rádio, tenha tido o desplante de se queixar pelo número reduzido de debates entre candidatos, entregando o ónus da ausência de democracia ou de informação aos órgãos de comunicação social. Não é aceitável, porque Miguel Lopes deu a cara a uma campanha sem programa durante demasiado tempo. Não é aceitável, porque Miguel Lopes nem sequer concedeu uma entrevista ao Plano Claro, que lhe havia sido pedida. Da mesma forma, não é aceitável que tenha oferecido um autocarro à Força Azul para facilitar o transporte para um jogo de futebol. É um golpe baixo, um golpe hipócrita, uma clara tentativa de compra de votos e de pessoas. Miguel Lopes sabe isso e toda a Vizela também. Para Miguel Lopes, a democracia está a venda. Miguel Lopes não respeita o eleitorado. Não é sério no que faz, é subreptício, dá a cara em nome de uma candidatura que oferece objectos, mas não soluções, que oferece panos de cozinha e frascos de mel, mas que se recusa a discutir o essencial e que não tem propostas concretas.

Também não é aceitável o jogo populista do PS: a oferta de porco no espeto, o populismo do Quim Barreiros. Não é aceitável a dívida que deixou ao município, a gestão financeira ruinosa que levou a cabo. Não é aceitável que um partido tão rico, tão cheio de propaganda massiva, tenha empobrecido Vizela. Assim sendo, não é aceitável que o PS possa continuar a governar Vizela.

O Bloco de Esquerda tem feito a sua campanha sem falhas, com toda a honestidade, com trabalho diário. O Bloco de Esquerda, com um orçamento muito mais reduzido que o das outras candidaturas, fez o design dos seus cartazes. Foi o primeiro partido a apresentar o programa eleitoral. Fez campanha em nome desse programa eleitoral. Correu ruas, caixas do correio e praças. Foram sempre @s candidat@s a fazer todo o trabalho, a cortar cartão, a fazer cola, a colar cartazes em cartão, a pôr-lhe arame e a atar tudo em postes, a colar tudo em caixas de electricidade, a entregar de mão em mão os panfletos com os conteúdos programáticos. O mural do Bloco de Esquerda foi feito pel@s própri@s candidatos. Não despolitizamos a política nem somos clubistas na forma de estar. A nossa postura é séria e é honesta. Não atiramos o trabalho que nos compete a empresas, não pagamos para que nos façam o que nos compete, que a nossa forma de estar não é essa. Candidatura feita pelas próprias mãos, pel@s envolvid@s, como é democrático, como é sensato, como é honesto.

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BE Vizela