on 24 de setembro de 2013

A democracia à custa da força do capital vai ficando cada vez mais desvirtualizada , basta olharmos para a campanha eleitoral e vermos que a mesma se condiciona a jogos de imagem sem discussão essencial dos verdadeiros problemas das regiões. Não há honestidade nem seriedade na apresentação dos programas e mais grave discute-se o superfulo em detrimento do essencial, numa luta desigual. O voto acaba por não ter o valor dum voto democrático que assenta em ideias com a finalidade de mudança ou manutenção num programa eleitoral, o voto é comprado com sacos, canetas, falsas promessas e  festas publicitado em enormes out doors que na sua essência são apenas esbanjadores de dinheiro dum povo carente, num país e concelho onde há fome. Esta forma de política entre festas e acusações pessoais que ocupam as pessoas para desacreditar a política e adormecer as pessoas tem consequências no futuro. As inaugurações à pressa, a entrega de livros a pseudo solidariedade de campanha tem preços muito elevados no futuro. Porque é que só em vésperas de eleições se dá livros, quando houve já outros quatro anos? Porque é que nenhuma das forças políticas assume calendarizações de programa? Porque é que se marcam conferências de imprensa só para aparecer na foto e ser visível e não se debatem em sessões públicas os programas com os candidatos? Como é possível querer fazer parte dum executivo se não há seriedade em discutir e informar seriamente a realidade e os problemas do concelho? Uma vez mais se não houver uma reflexão profunda das pessoas haverá preços elevados a pagar até 2032 e os responsáveis irão se acusar mutuamente em redundância cíclica fazendo jogos de poder e bastidores tendo como vítimas as pessoas. Os sorrisos e as palmadinhas de campanhas virarão agruras do dia a dia. Cada voto é uma assinatura para o rumo do futuro e o analfabetismo político em nada o promove ou defende.Não é preciso fazer novos 25 de Abril para mudar o país para o desenvolvimento e democracia, o voto de cada um tem esse poder é preciso saber usá-lo, vender um voto ou entrar no delírio de festas de campanha pode conduzir a um beco sem saída por falta de projectos e ideias, depois não vale a pena lamentarem-se.
Pensem nisso

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CDU Vizela