on 18 de setembro de 2013

Caros Vizelenses,

Mais uma vez, encontramo-nos num período de eleições autárquicas, ato eleitoral que serve para escolher os cidadãos que receberão a honra de liderar os destinos do nosso concelho, bem como das nossas freguesias.
Enquanto líder do Partido Social Democrata, tenho a obrigação de potenciar a todos vocês, no âmbito da Coligação “Vizela é para todos”, candidaturas preparadas, dignas e despojadas de interesses que não sejam o de servir Vizela e os Vizelenses.
Como muitos sabem, há já vários anos que me dedico a servir a causa pública e, apesar de não ser candidato a qualquer órgão autárquico, contínuo imbuído do espirito que sempre norteou a minha conduta cívica, que é a de servir o próximo e não de me servir do mesmo… Deixo, desde já, uma palavra de comprometimento para com todos: mesmo não sendo candidato a qualquer estrutura autárquica, colocar-me-ei ao dispor dos eleitos para tentar ser parte da solução de todos os assuntos com que Vizela e os Vizelenses se confrontem.
Com efeito, os cidadãos que lideraram o município até à data, não conseguiram potenciar o desenvolvimento de que tanto necessitamos, logrando deprimir ainda mais a nossa economia local e com isso agravar a nossa taxa de desemprego. Vizela tem uma dívida gigantesca e o não pagamento das dívidas a muitas das nossas pequenas e microempresas, tem-lhes criado sérios problemas de tesouraria, agravados numa altura em que se verifica uma diminuição de procura por parte dos seus clientes, o que atirou várias delas para a insolvência e arrastando várias outras, que a elas forneciam os seus bens e serviços, contribuindo para o aumento da nossa taxa de desemprego.
Tendo em vista esta gravíssima situação, a autarquia deveria ter logrado fortalecer o potencial empresarial do município, promover o desenvolvimento local através da dinamização de iniciativas nas áreas dos recursos humanos, turismo, património e de apoio às atividades produtivas,…
Contudo, em vez de ter havido uma aposta clara no desenvolvimento económico do concelho, para que o mesmo pudesse potenciar e financiar as outras obras que entretanto foram sendo implementadas, houve lugar a um despesismo descomunal que estrangula as finanças municipais e que levaram a uma assunção de pré-falência… Mas, certo é que a fatura de toda a obra tem que ser paga! Com efeito, a quase totalidade de obra que foi levada a cabo por este executivo continua por pagar e será paga por todos nós, contribuintes Vizelenses, por um período de vinte anos…
Aliás, os Munícipes irão pagar (e muito caro!) a fatura da (des)governação socialista do nosso Município, tal como decorre dos compromissos assumidos pelo Município de Vizela no Plano de Ajustamento Financeiro. Esta fatura importará para todos nós e durante um período de vinte anos, aumentos nas taxas de liquidação dos Impostos Municipais (IRS, IMI, IMT), aumentos nas taxas com abastecimento de água da rede pública municipal, na recolha dos resíduos sólidos urbanos e com a utilização do sistema de saneamento público para tratamento dos efluentes industriais e domésticos, cortes nas transferências financeiras do Município para as Freguesias do nosso concelho, cortes brutais nos apoios financeiros do Município para as instituições sem fins lucrativos que se dedicam à assistência social, ao fomento da prática desportiva e cultural no nosso concelho, e, sobretudo, a uma brutal diminuição (que praticamente deixa de existir) nas despesas de capital referentes a investimentos do Município em obras públicas úteis, necessárias e inexistentes para o fomento, sobretudo, do desenvolvimento da nossa economia local, pois a situação caótica das Finanças Municipais apenas dará para suportar a despesa pública corrente (incluindo os juros da dívida do Município) e ir amortizando algum do capital em dívida.
É imperioso que se invertam as presentes políticas e posturas, para que esta realidade possa ser revertida para o rumo que todos desejamos.
Vizela tem de abandonar o marasmo económico, atraindo investimento, e a depressão social a que se encontra vetada, para poder dar aos seus habitantes melhores condições de vida…
Os Vizelenses têm de exigir mais capacidade de governação, que tem de ser rigorosa, criteriosa e potenciadora de investimento! Melhores líderes, que denotem espírito de empreendedorismo, que potenciem a recuperação da economia local e que resgatem a autarquia da situação aflitiva em que se encontram as suas finanças.
Vizela tem de crescer e desenvolver-se tem que potenciar as capacidades inatas do seu Povo!...
É tempo de mudar, para que os nossos jovens sintam que o seu futuro passa pela nossa terra, para que os nossos idosos sintam orgulho na terra que deixarão aos seus vindouros, para que todos aqueles que aqui labutam sintam confiança na manutenção dos seus postos de trabalho e no desenvolvimento das suas atividades económicas, para que o nosso concelho seja atrativo para os que aqui não residem.
Vizela precisa de gente capaz para operar essa mudança de paradigma e essa capacidade está bem patente nas várias equipas que a Coligação “Vizela é para todos” apresenta ao eleitor Vizelense…

Com elevada estima,

Francisco Manuel Monteiro e Pacheco Ribeiro
(Presidente da Comissão Política da Secção de Vizela do Partido Social Democrata)