on 30 de setembro de 2013

O líder da Coligação Vizela é para todos comentou ontem à noite os resultados eleitorais que deram a vitória socialista em Vizela. A continuidade do líder da direita está agora nas mãos da estrutura partidária e dos membros que trabalharam durante estes anos no projeto político. Confira a reação:

Miguel Lopes - Coligação Vizela é para Todos


"são resultados que não estava à espera naturalmente, pensei que o Partido Socialista ia ser penalizado pela má gestão das contas do último mandato mas na verdade não foi. Portanto tempos de aceitar o resultado, é uma derrota que eu tenho de assumir, tenho de agradecer àqueles que trabalharam comigo nesta campanha que foram todos inexcedível, agora assumo esta derrota, assumo-a pessoalmente. Nós como não ganhamos, a mensagem da Coligação não passou e eu tinha a expectativa que o PS ia ser penalizado, a Coligação apresentou-se bastante forte mas isso só se sentiu em Santa Eulália, no centro da cidade não conseguimos dar o salto e era fundamental que isso acontecesse. As contas são fáceis de fazer, a Coligação não ganhou, mantém os três vereadores mas isso é muito pouco para aquilo que nós queríamos. As analises são simples, o PS teve mais votos do que nós, penso que o PS utilizou e abusou de alguns expedientes durante a campanha eleitoral, com muitas inaugurações na parte final, fez muitas promessas, acho também que a questão nacional, desta crise e desta revolta contra o governo também teve algum efeito, pelos menos os resultados assim o dizem. Mas nestes momentos eu gosto de assumir as coisas e assumo a derrota, a coligação não conseguiu vencer que era o nosso único objetivo e portanto assumo a derrota pessoalmente.
É dificil dizer o que é que falhou na mensagem aos vizelenses, o que é certo é que falhou, agora o quê é uma questão que teremos de analisar internamente nos próximos dias.

Agora teremos de preparar a coligação para os próximos 4 anos, sendo certo que o projeto do PS está há muito tempo desgastado, continuo a achar que o concelho está muito manietado, muito viciado, durante a campanha fiquei com a ideia que as pessoas entendiam isso, que o PS tinha gasto muito mais do que podia, mas o resultado final não espelha isso.
A marca do PS continua muito forte no concelho e a questão nacional terá tido mais peso do que eu estava à espera. Não senti durante a campanha a imagem do PS forte, não senti o presidente de Câmara que renovou o mandato e lhe dou os parabéns, quando se ganha tem-se sempre mérito e eu devo dar os parabéns ao sr Dinis Costa, forte, não senti que a sua imagem de trabalho esta em alta, muito pelo contrário. Por isso acho que o PS conseguiu manter o poder muito à custa do símbolo e não à custa do seu projeto para o município. 


A coligação terá de fazer o seu balanço, a sua análise, terá de se preparar para os próximos 4 anos e para vencer as eleições em 2017. Esta campanha devo dizer que gostei particularmente, conheci pessoas expectaculares, tenho na coligação pessoas que deram o máximo, olho para o nosso grupo e vejo pessoas como a dra Fátima que é uma senhora com muita classe e que fez um trabalho notável durante estes meses de campanha, agradeço a todos os que me acompanharam na corrida à Câmara, a todos que nas suas freguesias deram o máximo pela Coligação."

Continuamos com Miguel Lopes na Coligação?

"Essa decisão eu vou aguardar, não a vou dar já, vou pensar, vou primeiro reunir com a coligação, temos muito para falar como é lógico e aquilo que eu quero é que a Coligação tenha o melhor líder e esse será aquele que estará em melhores condições de ganhar. Portanto nesta fase seria uma grande precipitação falar, vamos primeiro internamente avaliar este resultado e ainda temos muito trabalho pela frente para ganhar uma Câmara que é muito difícil. Mas estamos numa fase que teremos de descansar hoje, pensar, amadurecer as nossas decisões e nos próximos tempos será anunciado. Primeiro devo falar com aqueles que trabalharam comigo todos estes anos, devo ouvi-los e eu não posso anunciar já que fico de fora porque seria uma falta de respeito para com eles. Quero ouvi-los e o que for melhor para a Coligação será o melhor para mim. Posso continuar, posso sair mas primeiro tenho de ouvir aqueles que me acompanharam.