on 19 de outubro de 2013




O Moreirense está fora da Taça de Portugal depois de ter sido batido pelo Estoril num jogo marcado pelo equilíbrio. Ironicamente, a relação de forças foi desfeita quando o Moreirense se encontrava em vantagem numérica, resultante da expulsão de Tiago Gomes. Uma vantagem desperdiçada em lance aparentemente inofensivo, mas que terminou no fundo da baliza de Carlos. O Moreirense ainda tentou repor a igualdade, mas o Estoril voltou a marcar num lance de bola parada. O Moreirense conclui assim a sua participação na presente edição da Taça de Portugal.

MOREIRENSE, 0 - ESTORIL, 2

Parque Desportivo Comendador Joaquim de Almeida Freitas, em Moreira de Cónegos
Árbitro: Cosme Machado, de Braga

MOREIRENSE FC - Carlos; Paulinho, Anilton, Ricardo Nascimento e Florent; Idris, Tarcísio (Wagner, 72), Diogo Cunha (Luís Aurélio, 66) e Márcio Madeira (Mendy, int.); Tiago Borges e Rui Miguel
Suplentes: Ricardo Silva, Sandro, André Simões e André Carvalhas
Treinador: Vítor Oliveira

ESTORIL PRAIA - Ricardo Ribeiro; Mano, Yohan Tavares, Rúben Fernandes e Tiago Gomes; Gonçalo (Gladestony, 88), Evandro, Balboa e João Pedro Galvão (Babanco, 64); Luís Leal (Bruno Lopes, 90) e Sebá
Suplentes: Vagner, Bruno Miguel, Gerso e Ricardo Vaz
Treinador: Marco Silva

Ao intervalo: 0-0
Golos: 0-1, por Sebá (71), 0-2, por Luís Leal (84)
Disciplina: Cartão amarelo a Luís Aurélio (68), Anilton (83); Gonçalo (25). Vermelho a Tiago Gomes (59)


VÍTOR OLIVEIRA: «Podíamos ter ido mais longe. Fica um sabor amargo»


Vítor Oliveira sente ter desperdiçado uma excelente oportunidade para eliminar o Estoril, mas reconhece que a tentação depois da expulsão do defesa estorilista expôs demasiado o Moreirense face a uma equipa perigosa e que conseguiu dois golos em três oportunidades.

«Durante a primeira parte conseguimos o que pretendíamos, que era manietar o Estoril e anular o seu jogo ofensivo. O adversário não conseguiu dar profundidade aos lances. Sabíamos que o era extremamente perigoso dar espaço, o que não permitimos. Na segunda parte arriscámos mais. Antes da expulsão estávamos a ser melhores que o Estoril: estávamos a crescer e à procura do resultado. A partir daí pensámos que estaríamos mais próximo da vitória, arriscámos ainda mais, demos espaço e cometemos alguns erros em termos defensivos.»

Erros que o Estoril soube capitalizar...

«E o Estoril, como boa equipa que é, fez um aproveitamento que diria quase de cem por cento das situações que criou. Estávamos prevenidos para este tipo de situação, mas também sentíamos que tínhamos aqui uma boa oportunidade de eliminar o Estoril. Com as substituições procurámos um maior caudal ofensivo, sempre cientes de que não poderíamos dar espaço na defesa. Mesmo assim, acabámos por ser surpreendidos num lance de contra-ataque, num bom cruzamento com uma boa finalização. E depois numa bola parada em que também demonstrámos alguma desconcentração.»

Vítor Oliveira não ficou totalmente insatisfeito, apesar de julgar que podia ter ido mais além.

«Penso que fizemos um jogo meritório, estivemos próximo de fazer melhor, mas devemos reconhecer que o Estoril é uma equipa extremamente perigosa, que com dez unidades baixou as linhas e aproveitou o espaço que demos nas costa. É um vencedor justo, segue em frente e nós vamos preocupar-nos com o que realmente temos de nos preocupar, que é o campeonato.»

No final, fica um travo a desilusão.

«Acaba por ficar um sabor amargo porque na altura da expulsão o Moreirense estava por cima. Tivemos uma situação de quatro para dois que desperdiçámos e que poderia ter levado a outro resultado. Agora há que aprender com os erros que cometemos e tentar fazer melhor já no próximo jogo.»