on 12 de outubro de 2013

Ontem à noite era noite de futebol, de seleção, de um encontro importante para as aspirações lusas. Apesar disso foram inúmeros os vizelenses que se deslocaram a Famalicão, à Casa das Artes, além do autocarro municipal que transportou dezenas de pessoas, para assistirem ao espectáculo dirigido por José Manuel Marques ("Guerra").
O sentimento de orgulho pelo "filho da terra" respirava-se no grande auditório. Via-se autarcas de Vizela, familiares, presidentes de associações, músicos, fotógrafos e até a comunicação social vizelense esteve em peso. Isto era em Famalicão mas mais parecia uma noite em pleno centro de Vizela.
Será um pouco difícil transportar a alegria e a emoção de ver um Vizelense a dirigir tal imponente peça, embora a sua longa duração de 3 horas. Mesmo assim as palmas não faltaram e os sorrisos durante a peça também não. Logo nos momentos iniciais, numa troca de discursos entre os atores e o maestro, José Manuel Marques deixou bem claro os seus "galões" ao afirmar que quem reinava naquela noite era ele e por isso os atores e músicos deveriam dar o seu máximo. Um discurso de humor, obviamente, planeado e que resultou em pleno para o arranque da noite mágica, da flauta mágica.
O drama com o cunho do génio Mozart voltou a esmiuçar os temas da ditadura, do amor e da dicotomia Homem/Mulher que tiveram esta noite um brilho especial sob a coordenação musical do maestro da Banda de música da SFV.