on 24 de outubro de 2013




O Moreirense bateu o Beira Mar, por 1-0, e isolou-se na liderança do campeonato com dois pontos de vantagem sobre Marítimo B e FC Porto B e três sobre Portimonense e Penafiel. Com um quarto da competição já disputada, o Moreirense vai, assim, cimentando uma posição no topo da tabela classificativa. 
O jogo com o Beira Mar antevia-se complicado, apesar da classificação dos aveirenses. O Moreirense tinha sofrido duas derrotas consecutivas - em Alvalade, para a Liga, e com o Estoril, para a Taça de Portugal - e precisava de uma vitória convincente, o que acabou por não cumprir na íntegra.
Depois de uma boa entrada em jogo e de algumas oportunidades de golo desperdiçadas (Anilton atirou uma bola à barra), o Moreirense colocou-se em vantagem a sete minutos do intervalo, com um golo de Ricardo Nascimento, na sequência de um canto.
Depois, apesar de ter mantido o controlo, acabou por conceder espaços ao adversário, que teve um golo invalidado. O Moreirense acabou por ter que sofrer até final, depois de Rui Rego ter negado um golo certo a Pires.



MOREIRENSE FC, 1 - SC BEIRA MAR, 0

Parque Desportivo Comendador Joaquim de Almeida Freitas, em Moreira de Cónegos
Árbitro: Manuel Oliveira, do Porto

MOREIRENSE FC - Carlos; Paulinho, Anilton, Ricardo Nascimento e Florent; Filipe Melo, Tarcísio (Diogo Cunha, 59) e Luís Aurélio; Tiago Borges (Idris, 79), Pires e Rui Miguel (Edgar Costa, 59)
Suplentes: Ricardo Silva, Sandro, Mendy e Wagner
Treinador: Vítor Oliveira

BEIRA MAR - Rui Rego (Renato, 77); André Nogueira, Luís Gustavo, Jaime e Daniel Martins; Hélder Tavares, Afshin (André Sousa, 61) e Dias; Rafael Batatinha, Luís Phellype (Tiago Cintra, 56) e Renatinho
Suplentes: Hugo Lopes, Willyan, Paulo Sérgio e Pité
Treinador: Jorge Neves

Ao intervalo: 1-0
Golos: 1-0, por Ricardo Nascimento (38)
Disciplina: Cartão amarelo a Luís Aurélio (52), Edgar Costa 77); Hélder Tavares (37), André Nogueira (77) e Jaime (90+2)




VÍTOR OLIVEIRA: «Não foi brilhante, mas estamos onde queríamos»

Vítor Oliveira considerou justa a vitória sobre o Beira Mar, mesmo não tendo ficado agradado com o descontrolo da última meia hora do Moreirense, que à 11ª jornada assumiu, isolado, a liderança do campeonato. 
«Fomos melhores na primeira parte, sem fazer um jogo brilhante. Criámos oportunidades mais do que suficientes para ir para o intervalo com um resultado diferente, mas a verdade é que não fomos... E temos que contar com a realidade, não com o que poderia ter sido.»
«Na segunda parte voltámos a tomar conta do jogo, criámos três ou quatro situações nos primeiros quinze minutos e depois, de uma forma quase inexplicável, fizemos um péssimo jogo: não conseguimos ter bola, não conseguimos marcar, demos demasiados espaços ao adversário e ficámos com uma equipa extremamente longa. Fizemos uma péssima meia hora. Não podemos esconder isso, não tivemos qualidade, nem serenidade, nem bola... Foi meia hora que pensava ser impossível o Moreirense fazer. De qualquer das formas, e atendendo ao que se passou nos 90 minutos, a vitória assenta bem ao Moreirense, pelo que fez na primeira parte, pelas oportunidades de golo que criou. E penso que o melhor de tudo foi o resultado, que nos colocou na primeira posição, que era a posição que queríamos. Estamos satisfeitos por isso, não estamos minimamente satisfeitos com o que fizemos nos últimos trinta minutos, em que fomos uma equipa fraca.»

Vítor Oliveira não sente, apesar da liderança, que a vantagem seja confortável.

«Três pontos na Liga de Honra significa muito pouco. E são três pontos de vantagem para quatro ou cinco equipas. O que é manifestamente pouco. Mas é evidente que estamos na posição em que toda a gente gostaria de estar. Cabe-nos ter competência para manter essa posição. É bom à 11ª jornada estar na frente, todos estamos contentes por isso, mas para nos mantermos na frente é preciso fazer mais do que o que fizemos hoje. Isso é inquestionável.»

Apesar de não aceitar, Vítor Oliveira percebe as razões da instabilidade emocional da equipa.

«Vínhamos de duas derrotas e os jogadores não conseguem discernir que a da Taça nada tem que ver com a do campeonato, em Alvalade, num campo difícil, onde até tínhamos feito um bom jogo. Isso provocou alguma intranquilidade e, depois, falhar quatro ou cinco boas oportunidades de golo intranquiliza. Passa sempre pela mente dos jogadores a possibilidade de o adversário fazer um golo e de perdermos pontos ingloriamente. Isso prejudicou-nos, provocou alguma instabilidade e não fomos a equipa serena que normalmente somos quando estamos por cima do jogo e quando estamos a vencer. Acusámos demasiado a responsabilidade e teremos que ser substancialmente melhores nos próximos jogos, por forma a não passar por aflições. O adversário não criou grandes situações, o nosso guarda-redes não fez praticamente nenhuma defesa, mas sabe-se que um golo - que é tremendamente difícil de conseguir - às vezes surge do nada. Isso provocou alguma ansiedade e algum nervosismo e perdemos bolas fáceis e confiança. No fim já nem atacávamos nem defendíamos.»

Vítor Oliveira vai, agora, analisar o jogo com o grupo, até para lembrar que o Moreirense é o líder isolado.

«Vamos conversar para fazer ver aos jogadores que a primeira posição, à 11ª jornada, é motivo de orgulho e de confiança. Não é por acaso que se chega a esta posição, mas temos que perceber que temos que ser uma equipa mais homogénea e consistente para fazer tudo o que estiver ao nosso alcance - que é muito, porque esta equipa tem potencial - para nos mantermos nas primeiras posições.»