on 25 de novembro de 2013


«Auditoria às contas da Autarquia e das empresas municipais vai avançar em Dezembro»

Na reunião do Executivo Municipal desta Segunda-Feira, dia 25 de Novembro de 2013, presidida pelo Presidente da Câmara Municipal de Braga, Ricardo Rio, foi aprovada a auditoria de avaliação e diagnóstico à situação patrimonial, financeira e de gestão de processos da Autarquia, da Fundação Bracara Augusta e das Empresas Municipais. 

Esta é uma auditoria que terá início no mês de Dezembro e que, de acordo com Ricardo Rio, vem ao encontro de um compromisso anteriormente assumido com os Bracarenses. “Queremos realizar uma auditoria financeira exaustiva, para que possamos ter um diagnóstico da situação da Autarquia, tornando as contas do Município mais transparentes”, afirmou, garantindo que a mesma deverá estar concluída até Janeiro do próximo ano.

Durante esta reunião, foi submetida a votação uma proposta do Vereador da CDU, Carlos Almeida, relativa à realização de um estudo de trânsito e planeamento que objective uma solução de mobilidade para as ruas de São Victor e D. Pedro V. No entanto, esta proposta foi retirada devido ao facto de este ser um assunto que já está a ser estudado. Como explicou o Vereador Miguel Bandeira, trata-se de um processo que decorre no âmbito dos serviços técnicos da Câmara Municipal mas que não era do conhecimento geral. 

“Esta é uma proposta oportuna mas que vem ao encontro de um processo complexo de ordenamento do trânsito que está em andamento. O projecto tem merecido um aprofundamento e enriquecimento por parte dos serviços envolvidos, como os TUB, e irá entroncar na resolução do estrangulamento da Avenida Frei Bartolomeu dos Mártires”, salientou, sublinhando que existem algumas soluções técnicas desenhadas que poderão resolver este problema de forma “prática e eficaz”.

Designação de Inês Barbosa para liderar Orçamento Participativo não recolheu unanimidade

Esta reunião ficou também marcada pelo voto contra dos Vereadores do PS e CDU em relação à proposta de designação de Inês Barbosa como coordenadora de equipa do projecto do orçamento participativo, cuja actuação deverá decorrer ao longo do ano de 2014, tendo em vista as opções do plano para 2015. 

“Esta proposta foi apresentada por solicitação da Dra. Inês Barbosa, na óptica de despartidarizar e despolitizar esta questão. A sua aceitação desta função estava sujeita à unanimidade na aprovação da proposta, o que não aconteceu. Assim sendo, terá de ser encontrada outra equipa de trabalho”, afirmou Ricardo Rio.

Como explicou o Presidente da Câmara Municipal, o convite surgiu na óptica de contar com a colaboração de uma pessoa que protagonizou um “relevante” processo de mobilização dos cidadãos em torno das questões autárquicas. Ricardo Rio lamentou que tanto o PS como a CDU tenham adoptado uma visão “ultrapartidária” neste processo e até “algum desconforto” com o protagonismo atribuído à Dra. Inês Barbosa, destacando que o objectivo era “agregar mais do que segmentar”. 

“Apesar disto, consideramos o Orçamento Participativo um instrumento essencial de apoio à gestão municipal, de democratização de processos e de incentivo à participação cidadã que os Bracarenses podem estar seguros que irá avançar com outros nomes”, garantiu o autarca.

Por fim, durante a habitual conferência de imprensa aos jornalistas, Ricardo Rio abordou o futuro do GeNeRation. O Presidente da Câmara assegurou que, para se definir o futuro e o objectivo do espaço, é fundamental que exista uma “libertação” das formatações do passado. “Este é um espaço com um conceito ambíguo que terá de ser clarificado, sendo que a forma como será gerido deverá ser articulada com a restante realidade do município”, afirmou.

Ricardo Rio afirmou ainda que o executivo foi confrontado com uma situação “surpreendente”, que se prende com a falta de licenciamento do espaço GeNeRation. “Estamos a regularizar a situação e a tomar todas as diligências para que se possa resolver este caso o mais rapidamente possível”, concluiu.