on 13 de novembro de 2013




NOTA DE IMPRENSA

Decorreu nesta segunda-feira, dia 11 de Novembro de 2013, a eleição dos novos órgãos sociais para a CIM do Ave.

Nesta eleição, de que foi vencedor o Presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, Manuel Baptista, teve igualmente lugar a eleição para o Secretário Executivo da CIM do Ave, cujas funções são a de um funcionário da estrutura responsável por cumprir com as determinações emanadas do Conselho Intermunicipal, agora presidido por Manuel Baptista.

Para esta função administrativa, a que em alguns órgãos foi designada erradamente por “Diretor Executivo”, apresentou-se a sufrágio António Magalhães, atual Presidente da Assembleia Municipal de Guimarães e ex-presidente da Câmara Municipal de Guimarães, bem como Manuel Sousa, um ilustre desconhecido e até agora Secretário Executivo da CIM do Ave, função profissional que poderia perder com a eleição de António Magalhães.

A CIM do Ave é constituída por oito Câmaras Municipais, em 5 das quais obteve vencimento o Partido Socialista, sendo uma Câmara do PSD e duas de Coligação PSD/CDS. Sendo por isso expectável a vitória de António Magalhães, não apenas por ser admissível que conseguisse facilmente reunir o consenso junto do seu Partido, ainda pelo facto de ter liderado a maior Câmara desta Comunidade Intermunicipal durante 24 anos, e sobretudo quando a sua candidatura foi inclusive apresentada pela Câmara da Póvoa de Lanhoso, liderada pelo PSD.

António Magalhães foi a votos contra Manuel Sousa, tendo tido a surpresa de em duas votações não ter logrado mais do que um empate a 4 votos, apesar do estatuto que afirma ter e que muitos lhe querem atribuir. 

Em face destes factos, a Comissão Política Concelhia de Guimarães do CDS vem: 

1 - Recordar que o cargo a que se candidatou António Magalhães na CIM do AVE, é um cargo executivo subordinado e remunerado. 
2 - Lamentar que para procurar viabilizar a eleição de António Magalhães, tenha a Câmara Municipal de Guimarães e o seu Presidente proposto aumentar o número de secretários executivos da estrutura da CIM do Ave, aumentando custos e onerando ainda mais o orçamento desta estrutura intermunicipal, apenas para fazer a vontade ao seu ex-presidente, e sobretudo, assegurar-lhe uma função remunerada, numa atitude deveras condenável numa altura em que se pedem tantos sacrifícios à população e a Câmara de Guimarães, numa atitude despesista e bem ao estilo Socialista.
3 - Com mais este ato e com esta sua candidatura António Magalhães revela que não sabe sair da vida política ativa (atividade que sempre exerceu), revelando ainda não ter sabido interpretar o sinal que os Vimaranenses lhe deram quando votaram menos na lista encabeçada por si do que na do candidato a Presidente de Câmara pelo Partido Socialista, continuando a acumular resultados vexatórios não apenas para si mas também para os vimaranenses que até aqui representou. 
4 - António Magalhães revela sobretudo que não sabe estar à altura da dimensão do cargo que até aqui desempenhou, de Presidente de uma das maiores câmaras municipais do País, ao manifestar ser uma personalidade que não se consegue desligar do poder e que não se importa de desdizer tudo o que apregoou durante uma campanha eleitoral. Ainda há cerca de dez dias António Magalhães afirmava a um órgão de comunicação social que, naquele momento, pensava cumprir o mandato autárquico até ao fim e mesmo sabendo que a sua eleição para este lugar não é consensual nem sequer no seio da sua própria família política.
5 - O CDS de Guimarães vem, assim, dar publicamente nota do seu total afastamento deste tipo de atuação política, de quem vê o poder de forma meramente utilitária, de quem demonstra que não consegue viver fora dos cargos políticos e que não se consegue desligar do poder. A política, para quem a serve desinteressadamente, é uma função e não uma profissão.
6 - O CDS de Guimarães dá nota que estará atento na fiscalização da Câmara Municipal de Guimarães e denunciará toda e qualquer tentativa de criação de novos postos de trabalho e cargos executivos para ocupação dos seus mais próximos, à semelhança da tentativa falhada da Câmara Municipal de Guimarães (pela responsabilidade demonstrada por outros municípios) agora neta mesma Comunidade Intermunicipal num claro sinal de desrespeito pelos Vimaranenses e contribuintes. 

Guimarães, 12 de Novembro de 2013
A CPC de Guimarães do CDS