on 6 de dezembro de 2013

Na sequência da última decisão (novo acordo pós-eleitoral) das actuais Comissões Políticas do PSD e do CDS/PP, liderados respectivamente por Francisco Ribeiro e Cidália Cunha, decidi, em consciência, demarcar-me do rumo que está a ser traçado.
A natureza do projecto que encabecei até à data era clara e assentava na qualidade das pessoas e das propostas, independentemente da sua cor partidária. Sempre defendi que Vizela era para todos e que não era património de nenhum partido. 
Este "assalto" ao poder dos partidos, desvirtua tudo aquilo que foi construído desde 2009 e que fez com que o peso eleitoral da Coligação duplicasse (dos 21% de 2005 para os actuais 40%).
Isto significa que apesar da Coligação não ter vencido as eleições conseguiu transmitir uma mensagem e criar uma marca que os Vizelenses compreenderam e respeitam.

O novo acordo representa uma inversão, um retrocesso nesta mensagem.

O projecto da Coligação não pode ser apenas um projecto do PSD e do CDS. Tem que ser muito mais abrangente e aglutinador. Tem que ser um projecto da sociedade civil e para a sociedade civil. 
Em suma, tem que ser um projecto para todos. Para os militantes e simpatizantes do PSD, do CDS/PP, do PS, da CDU e do BE. E para todos aqueles que já não acreditam nem são filiados em nenhum partido.

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Miguel Lopes