on 21 de dezembro de 2013

Começou de forma erudita e literária a sessão ordinária da Assembleia Municipal de Vizela que decorreu esta noite no auditório dos Bombeiros Voluntários de Vizela. Ora se por um lado a líder da Coligação Vizela é para Todos, Fátima Andrade, fez a analogia da peça/filme "Les Miserables" ao contexto político local, por outro lado, o líder do Partido Socialista, Francisco Correia, respondeu ao discurso da oposição com uma analogia sobre o "Ensaio sobre a Cegueira" onde os elementos da Coligação deverão andar cegos.
Nada como uma boa retórica, algumas gotas de politica e um pouco de trabalho formal na AMV para embalar a quadra natalícia.
Fátima Andrade iniciou da palavra para demarcar-se também ela da corrente política que se iniciou com o caso "Miguel Lopes". A líder referiu mesmo: "a nossa posição será a mesma" que defendemos durante a campanha eleitoral e "não estamos à venda". 
Também Paulo Leite, da CDU, usou da palavra no período antes da ordem do dia para enaltecer os trabalhos de preparação do regulamento da AMV e pela cedência dos partidos em dar mais minutos de discurso à CDU para que esta possa desenvolver da melhor forma as suas ideias, visto que apenas possui um elemento na AMV. 
Já Francisco Correia aproveitou o momento para abordar três assuntos, o primeiro para destacar os agentes da sociedade que promovem a cultura, o social, o desporto e a educação, para constatar que lhe parece que existe um novo partido dentro da Coligação, o "Partido da oposição da Coligação", e por isso atestou que a AMV não servirá para palcos políticos, nem para "ensaios da vossa cegueira". Por fim, o líder socialista colocou ainda em cima da mesa uma moção de rejeição do encerramento da repartição das Finanças de Vizela (aprovada por unanimidade) e um apelo à comunidade para que no próximo 19 de março haja uma manifestação coletiva sobre as conquistas do município, que os jovens também saiam à rua e que sintam a história da terra e as lutas que travou o povo vizelense.
Júlio Costa, da Coligação Vizela é Para Todos, usou da palavra para prescindir da mesma porque a sua declaração visava Miguel Lopes e como este faltou à sessão ficará a sua declaração agendada para um próximo encontro.

Da ordem de trabalhos, nota para a abstenção da Coligação e da CDU no ponto 2.1, para os votos contra da Coligação e da CDU no ponto 2.2, para os votos contra da Coligação, uma abstenção da CDU para o ponto 2.3, para os votos contra da Coligação e da CDU no ponto 2.4 e no último ponto, 2.5, destaque para o esclarecimento sobre o atraso das rendas do Grupo Tesal à autarquia desde 2012 que será levada a reunião municipal para ser discutido um plano de pagamento de forma faseada.