on 23 de fevereiro de 2014

Joaquim Couto quer reunir Conselho Económico e Social com regularidade

Lançado por Joaquim Couto antes das Eleições Autárquicas, o Conselho Económico e Social de Santo Tirso (CESST) reuniu ontem à noite, dia 19 de fevereiro, no salão nobre da Câmara, pela primeira vez depois da tomada de posse do novo executivo municipal, para definir os moldes em que vai passar a funcionar a partir daqui e para dar continuidade ao trabalho que tinha vindo a ser desenvolvido pelos parceiros do movimento social e económico do concelho.

O presidente da Câmara Municipal de Santo Tirso justificou a convocação do CESST com o objetivo de se estabelecer uma metodologia de funcionamento daquele órgão consultivo do Município, que vai ter um coordenador, e também para dar conta às cerca de 50 instituições presentes na reunião, entre presidentes e representantes de associações empresarias, sociais, desportivas e recreativas e presidentes de Junta, da concretização de um conjunto de compromissos eleitorais em pouco mais de 100 dias de mandato.

Joaquim Couto sublinhou que “o executivo municipal não tem, de facto, estado parado” e já “pôs em marcha algumas medidas que nasceram do debate de ideias lançado” com os parceiros do CESST.

Um dos compromissos assumidos foi apoiar e dinamizar o comércio tradicional, promovendo, ao mesmo tempo, os produtos locais, o que já começou a ser feito, com iniciativas como os 900 cabazes de Natal que, pela primeira vez, foram comprados pelo Município nas lojas locais, ou a presença, também pela primeira vez, na Xantar, a maior feira de gastronomia e vinhos da Península Ibérica. Ou ainda a participação, em março, na BTL-Feira Internacional de Turismo 2014, em Lisboa.

Joaquim Couto disse ainda na reunião do CESST que a Câmara tem vindo, conforme havia sido proposto pelos parceiros nos encontros preliminares e vertido no compromisso eleitoral, a dar “especial atenção às questões sociais”, enumerando um conjunto de medidas já tomadas com repercussões diretas nas famílias de Santo Tirso, nomeadamente a descida do Imposto Municipal sobre Imóveis, da Derrama, do IRS, a criação de um Plano de Emergência Social, com dotação de 150 mil, o aumento da verba destinada ao apoio ao arrendamento, que passou de 125 para 250 mil euros, ou a criação, em fase de conclusão do regulamento, do Orçamento Participativo Jovem, com dotação de 120 mil euros.

O presidente do Município de Santo Tirso defendeu ainda que o CESST “deve ser o mais amplo possível”, agregando todos os quadrantes da comunidade local, para traduzir “uma realidade que se pretende próxima dos problemas das pessoas e abrangente, no sentido de não deixar nenhuma franja social e da atividade económica de fora”.

Joaquim Couto não tem dúvidas – e expressou-o aos cerca de 50 parceiros que se fizeram representar na reunião de ontem à noite – de que o CESST “é um instrumento fundamental na definição das políticas públicas municipais”, contribuindo, com as suas propostas, para “uma melhor resposta a dar aos problemas concretos da população de Santo Tirso”. Por isso, lançou o repto àquele órgão consultivo do Município para reunir com regularidade, com vista a “cumprir integralmente a missão para a qual foi criada”.

As intervenções dos parceiros envolvidos no Conselho Económico e Social foram no sentido de se fazer uma aposta estratégica em termos de promoção do concelho, numa lógica turística, gastronómica, arqueológica e arquitetónica, e do desenvolvimento de políticas ativas que levem a uma maior participação cívica da comunidade local.