on 17 de abril de 2014




PSD e CDS impedem ida do Ministro da Saúde ao Parlamento para esclarecer desorganização hospitalar com perda de serviços como nos Centros Hospitalares do Alto Ave e do Médio Ave

O PSD e CDS chumbaram hoje, na Comissão Parlamentar de Saúde, o requerimento do Bloco de Esquerda para a ida do Ministro da Saúde, Paulo Macedo, ao Parlamento, para prestar os necessários esclarecimentos sobre a reorganização da rede hospitalar, nomeadamente o encerramento de serviços hospitalares e de maternidades.

Esta recusa de prestação de esclarecimentos tem de ser entendida com grande preocupação pelas populações, pelas autarquias e pelas forças políticas e sociais destas regiões do Alto e Médio Ave. O Governo não quer dialogar, não apresenta os estudos que conduziram a esta reorganização e parece querer aplicar a Portaria sem ouvir deputados, autarcas, técnicos, organizações da saúde e populações.

A Portaria n.º 82/2014 publicada na semana passada veio alterar a organização da rede hospitalar em Portugal, condenando ao desaparecimento alguns serviços, nomeadamente diversas valências que são prestadas nos Centros Hospitalares do Alto Ave e do Médio Ave, conforme denunciou o Bloco em comunicados anteriores. Os dois Centros Hospitalares que abrangem cerca de 650 mil pessoas, a maior parte em concelhos do distrito de Braga, foram classificados pela Portaria ao nível mais básico o que implica, na lógica da reorganização hospitalar agora avançada pelo Governo, a perda de diversas valências.

No dia seguinte à publicação da referida Portaria, o Bloco de Esquerda apresentou um requerimento solicitando a presença do ministro Paulo Macedo na Comissão de Saúde para prestar esclarecimentos aos deputados a este propósito.

Hoje, PSD e CDS impediram a presença de Paulo Macedo no Parlamento para discutir a Portaria 82/2014, que levará ao encerramento de serviços hospitalares e de maternidades, permitindo assim que esta reorganização avance como facto consumado e sem discussão prévia, o que lesará decisivamente o acesso a serviços essenciais de saúde por parte de milhares de utentes do SNS.

O requerimento do Bloco de Esquerda, discutido hoje na Comissão Parlamentar de Saúde, foi rejeitado com os votos contra do PSD e do CDS e os votos favoráveis dos restante partidos.


Coord. Concelhia de Guimarães
Bloco de Esquerda de Guimarães