on 20 de maio de 2014




CDU em campanha na Universidade do Minho
Pelo Fim das propinas, por mais apoios sociais, pelo desenvolvimento da Investigação Científica


Carla Cruz e Mariana Silva participaram hoje na acção de campanha na Universidade do Minho, onde contactaram com estudantes à porta da cantina. Antes tinham estado na Feira de Braga e na Escola Sá de Miranda.
Esta acção, inserida nas acções da Juventude CDU, visava falar com estudantes das mais diversas proveniências que estudam na Universidade do Minho, fazendo-lhes o apelo para o voto, no próximo domingo na CDU.

As candidatas falaram com estudantes sobre as dificuldades que estes encontram no acesso à educação, desde logo pelo elevado valor das propinas que foram impostas pelo PSD no Governo e que, apesar das sucessivas propostas da CDU nunca foram revogadas porque o PS votou sempre contra.

“O valor das propinas é de tal forma elevado que a actual Reitoria até decidiu não impor novos aumentos, mas na verdade ele já é incomportável para muitas famílias, o que tem levado ao abandono de dezenas de estudantes”, referiu Carla Cruz.

Outra das questões levantadas foram as dificuldades que os bolseiros encontram, no quadro dos concursos da Fundação para a Ciência e a Tecnologia, que deixaram de fora dos apoios milhares de jovens, muitos dos quais com projectos a meio.

“A situação dos investigadores, nos nossos dias é de extrema precariedade”, sublinhou Mariana Silva. Com apoios de miséria, muitos passam vários anos sem qualquer vínculo, mesmo à Segurança Social, e sem quaisquer direitos. Agora que muitos deles perderam as bolas nem têm direito ao subsídio de desemprego, apesar de estarem a trabalhar nas instituições há muito tempo”.

Sucessivos governos têm optado pela “bolsa” para impedir o acesso e a integração na carreira de investigação, permitindo pagar a um custo muito baixo mão-de-obra altamente qualificada, espezinhando os seus direitos fundamentais.

Também a não abertura de concurso para vinculação de trabalhadores científicos nas instituições de ensino superior público e laboratórios do Estado, nas carreiras técnicas de investigação, incluindo a de técnico superior de investigação e de operário prototipista, confirma a desvalorização do trabalho científico, pese embora sejam estes a principal valia dos organismos de investigação.

Em Portugal, cerca de metade dos trabalhadores científicos – 25.000 investigadores a tempo integral – têm vínculos precários.

Para além do prejuízo individual e familiar para cada um dos trabalhadores, esta opção política de desvalorização do trabalho científico no recrutamento de mão-de-obra altamente especializada é, simultaneamente, causa de uma degradação da estrutura do Sistema Cientifico e Tecnológico e de minimização do seu papel na economia do país.

Isto quando o investimento público em Ciência e Tecnologia em Portugal registou um máximo em 2009, pese embora nunca tenha atingido 1% do PIB. A partir daí assistiu-se a uma redução sistemática desse valor. Entre 2009 e 2012 a redução no investimento público foi de 10%.

Nesta altura, com um financiamento através do Orçamento de Estado à volta de 0,8% do PIB, claramente insuficiente, a despesa nacional com actividades de Investigação e Desenvolvimento (I&D) anda à volta de 1,5% do PIB contra cerca de 2% em média, para a União Europeia a 28. A consideração destes números indica que o investimento nacional nestas actividades carece de ser muito aumentado.

“Tal situação impõe que se definam objectivos para o trabalho científico, se criem e reforcem equipas e instituições, esteio indispensável de qualquer sociedade desenvolvida, designadamente nas áreas da saúde, da conservação da natureza, ordenamento do território, previsão de riscos e segurança das populações, funcionamento e expansão de infra-estruturas culturais”, concluiu Carla Cruz.