on 15 de maio de 2014




“Nas eleições para o Parlamento Europeu também se defende a Produção Nacional"

A caravana da CDU, que integrava Carla Cruz, Candidata ao Parlamento Europeu, passou hoje pelo Concelho de Vizela.
A Delegação da CDU reuniu com a Associação Comercial e Industrial de Vizela (ACIV). Na reunião, foram abordados os problemas com que os pequenos e médios comerciantes se confrontam decorrentes da perda de poder de compra dos Vizelenses e da abertura das grandes superfícies que esmagam o comércio tradicional.

Foi também focada a situação da restauração que vive dias difíceis em virtude do aumento do IVA. O aumento do IVA de 13% para 23% levou ao encerramento de restaurantes e, consequentemente, aumento do desemprego entre os trabalhadores deste sector de actividade. Preocupação acrescida, pois a situação actual irá, certamente, agravar-se ainda mais no próximo ano por causa do aumento do IVA de 23% para 23,25% tal como está consagrado no Documento de Estratégia Orçamental para 2015/2018.

Carla Cruz lembrou que “as consequências de 37 anos de política de direita e de 28 anos de integração capitalista na CEE/UE estão bem presentes na realidade social, económica e política do país, tendo Portugal hoje um aparelho produtivo mais debilitado e mesmo destruído em sectores de importância estratégica, dependente e submetido à estratégia das grandes transnacionais e com um sector empresarial público, estratégico para o desenvolvimento do País, praticamente, desmantelado pela política de privatizações e entrega ao capital estrangeiro;




Lembrando que, “nas eleições para o Parlamento Europeu também se defende a produção nacional”, Carla Cruz afirmou que “a CDU defende o apoio à actividade industrial, em especial nos países com economias mais débeis e deficitárias, visando o seu crescimento, diversificação e modernização, o apoio ao sector comercial, particularmente ao comércio tradicional, de forma a permitir a respectiva modernização, bem como ao sector cooperativo, em toda a sua diversidade, bem como aformulação de políticas comerciais segundo os interesses, as especificidades e as necessidades de cada país, orientando-as para a complementaridade e não para a competição (entre produções, produtores e países)”.

Antes da reunião com a ACIV a comitiva passou pela Feira Semanal e pelo Mercado Municipal, tendo as propostas da CDU sido recebida com simpatia e acolhimento,.

A jornada terminou junto dos trabalhadores das empresas Fantoli e Garça Real, também aqui os trabalhadores, fortemente penalizados com a política de direita, acolheram e identificaram-se com as propostas da CDU, reconheceram que a CDU é a única força política que quer na Assembleia da República, quer no Parlamento Europeu é a única força que os defende, assim como é a única força política capaz de promover a rutura com a política de direita, com a troica nacional (PS, PSD e CDS-PP) e troica internacional (FMI, BCE e UE).

A candidata exortou os trabalhadores levaram a luta até ao voto no próximo dia 25. Só o reforço da CDU, mais votos, mais percentagem e mais mandatos. No dia 25 de maio os trabalhadores têm uma excelente oportunidade de derrotar este Governo e esta política, política que aumenta a exploração de quem trabalha, liquida direitos, promove o declínio económico, o retrocesso social, a dependência externa que tem degradado as condições de vida dos trabalhadores e do povo, e que compromete o futuro do país.

A CDU no Parlamento Europeu continuará a defender os setores produtivos e do emprego, assim como o apoio às micro, pequenas e médias empresas e o emprego com direitos.