on 19 de maio de 2014




É necessário parar com esta política de empobrecimento

Inês Zuber, a segunda candidata da lista da CDU às eleições ao Parlamento Europeu está hoje no distrito de Braga, tendo visitado, pela manhã a Associação “A Bogalha” e, durante a tarde contactou a Associação de Reformados de Guimarães.
Este dia completa-se com o contacto com trabalhadores da empresa Mundo Têxtil, em Vizela, e com a população e comerciantes no centro de Vizela.
No conjunto de visitas, a candidata da CDU, que esteve acompanhada pelas candidatas Mariana Silva e Carla Cruz, procurou dar centralidade ao empobrecimento de que trabalhadores, famílias, reformados e até crianças estão a ser vítimas, pela política da troica que PS, PSD e CDS subscreveram com o FMI, a Comissão Europeia e o Banco Central Europeu.
“Política de empobrecimento bem visível nos baixos salários das operárias têxteis, cujo salário está pouco acima do Salário Mínimo Nacional, que o Governo PS, primeiro e agora PSD/CDS se recusam a aumentar, apesar do acordo firmado em 2010 na Concertação Social e das sucessivas propostas da CDU para o seu aumento”, afirmou a candidata. Nos contactos realizados, os baixos salários no sector têxtil foram muito criticados, particularmente num quadro de crescimento da produção e das exportações no sector.
Tal política de salários de miséria, que leva a que mesmo quem trabalha esteja em situação de pobreza, tem reflexos em atrasos nos pagamentos às instituições de apoio à infância, como é o caso da “Bogalha”, que tem que se substituir ao Governo na política de apoio social, uma vez que da parte do Ministério da Segurança Social a opção é por cortar cada vez mais nos apoios à infância.
“Esta política tem ainda impactos nos valores das reformas, criando inúmeras dificuldades aos idosos, numa altura em que têm despesas acrescidas, designadamente com a saúde”. E como se tal não bastasse, este governo vem ainda roubar nas reformas, cortando nas de maior valor e até nos Complementos Solidários para Idosos”.
Inês Zuber referiu-se a estas eleições para o Parlamento Europeu como “uma oportunidade para que todos os defendem uma ruptura com estas opções em que PS, PSD e CDS enfiaram o país, todos os que querem parar esta política de desastre, todos os que têm esperança e confiança numa vida melhor, para dar um sinal votando na CDU.”
“Ao votar na CDU, cada um está a defender, o aumento de salários nas empresas e desde logo o aumento do Salário Mínimo Nacional”, sublinhou a candidata. “Está a defender o aumento das reformas e a condenar PS, PSD e CDS que, na Assembleia da República votaram contra as propostas que apresentámos. Está a defender mais apoios à infância e e aos idosos e a dizer que não é aceitável que, no nosso país, as crianças em risco de pobreza e de exclusão social constituam 28,6% das pessoas com menos de 18 anos, segundo dados recentemente divulgados pelo Eurostat”.

CDU/Braga