on 5 de fevereiro de 2015

CRESCIMENTO INCLUSIVO DO CONCELHO
Guimarães coloca em prática “Plano de Desenvolvimento Social 2015-2020”

Documento é um instrumento de orientação, referência e compromisso onde estão inscritas ações e estratégias a adotar. Observatório tem como objetivo melhorar a qualidade de vida dos vimaranenses em situação de desvantagem social.

O Conselho Local de Ação Social, presidido por Domingos Bragança, Presidente da Câmara Municipal de Guimarães, aprovou por unanimidade a implementação do “Plano de Desenvolvimento Social para o Crescimento Inclusivo do Concelho de Guimarães”, que estará em vigor entre 2015 e 2020.
O documento estipula os objetivos e estratégias a desenvolver com vista à melhoria da qualidade de vida das populações do concelho, elegendo como áreas de intervenção prioritárias a infância e juventude; o envelhecimento; a deficiência; a família e comunidade; e a qualificação e o emprego. O diagnóstico efetuado resultou da recolha de mais de trezentos contributos de interventores e de instituições que compõem a Rede Social de Guimarães.
Com uma atualização de prioridades efetuada em permanência, o Plano de Desenvolvimento Social está centrado nas necessidades e dificuldades reais das pessoas e das instituições que integram a Rede Social, garantindo-lhes um conjunto de recursos e ligações entre diferentes setores da sociedade que vão de encontro à resolução dos problemas identificados, tornando a sua ação mais eficiente.
O modelo de desenvolvimento do Plano assenta numa plataforma colaborativa entre as redes sociais que integram a NUT III Ave, a Comunidade Intermunicipal do Ave e a Plataforma Supraconcelhia do Ave, cuja finalidade é refletir e traçar as grandes prioridades para o desenvolvimento social, através da promoção dos eixos “Capacitação para a Inovação” e “Desenvolvimento Territorial”, onde está estruturado o Plano de Ação.


PROJETO SOCIAL ALICERÇADO EM QUATRO MEDIDAS

O Plano de Desenvolvimento Social para o Crescimento Inclusivo de Guimarães para 2015-2020 desenvolve-se a partir de quatro linhas de orientação: capacitação da Rede Social de Guimarães; satisfação das necessidades de pessoas em situação de pobreza e vulnerabilidade social; otimização dos recursos físicos, materiais e humanos; e inovação e diversificação da oferta das respostas sociais.
A primeira medida refere-se à necessidade da Rede (re)orientar o seu esforço para proporcionar o máximo de aprendizagens aos seus membros, quer ao nível de conhecimentos técnicos, quer ao nível de competências para o trabalho em rede, criando condições para retirarem o máximo proveito dos recursos que possuem. Esta linha prevê, igualmente, que o processo de capacitação seja partilhado pelas pessoas, tradicionalmente destinatárias das ações, numa lógica de sujeitos ativos e construtores dos seus projetos de vida.
A segunda linha considera que a Rede Social deve organizar-se de modo a que todos os cidadãos do concelho, sobretudo os que se encontram em situação de desvantagem social, tenham acesso a bens para satisfazer as suas necessidades fundamentais. A terceira orientação foca-se na articulação dos recursos existentes, otimizando-os, para que os vimaranenses tenham acesso a serviços que deem resposta às suas necessidades. A quarta e última linha de orientação prevê que a Rede Social, enquanto polo de serviços e de organizações sociais, se reorganize e se renove para que, com celeridade e criatividade, dê resposta a problemas sociais emergentes.