on 7 de agosto de 2015

PALESTRA ROTÁRIA SOBRE O TESTAMENTO VITAL

A reunião do Rotary Club de Vizela, de quarta, 05, foi realizada no Teatro dos Sonhos, em Vizela, para contar com a participação pública, em desafio à apresentação conjunta, da psicóloga Ana Correia e da assistente social Sílvia Moreira.
A presença de muitos interessados em conhecer o tema, deu relevo à escolha dos rotários vizelenses, nas palestrantes e no espaço onde o encontro decorreu.
Antes de dar a palavra às convidadas, a presidente do clube, Maria do Resgate Salta, fez a apresentação do movimento rotário, ao nível local, nacional e internacional, com a divulgação de alguns dos projetos mais importantes do movimento. Com destaque para o esclarecimento sobre a Prova Quádrupla, que dimensiona o trabalho dos rotários, em cada momento, bem como as áreas de enfoque.


No início da sua apresentação, a Dra. Ana Correia fez questão de referir que o Testamento Vital é um manifesto, em que cada pessoa pode dar indicações precisas, sobre os procedimentos médicos, que autoriza, em situações de incapacidade. O documento pode dar instruções sobre quem possa ser nomeado procurador, para ser a voz de um doente, que não esteja em condições de escolher os actos clínicos, bem como a escolha de um médico, que decida se existem tratamentos, que sejam ou não aconselhados a seguir.
A psicóloga desafiou a plateia, a dar contributos para a discussão, sobre a opinião dos presentes, sobre os aspetos positivos e eventualmente deficitários no Testamento Vital.
Em complemento de informação, a Dra. Sílvia Moreira enquadrou a legalidade do Testamento Vital, aprovado na Assembleia da República, durante o ano de 2012 e o seu conhecimento público. Nas palavras da Assistente Social, o número de pessoas que já assinaram e entregaram o Testamento Vital, nas unidades de saúde nacionais, representa uma percentagem muito pequena da sociedade portuguesa. Na sua opinião, tal pode dever-se à falta de conhecimento das pessoas, sobre a existência da escolha.
O Testamento Vital tem a duração máxima de cinco anos e pode ser anulado, alterado em qualquer momento, conforme a vontade de quem o subscreve.
Depois de um pequeno debate, em que se esclareceram diversas dúvidas, nomeadamente em relação à fronteira com a eutanásia e as limitações legais das escolhas, as técnicas concluíram que há um trabalho imenso a fazer. Mas que o Testamento Vital tem um papel de relevo, na opção de cada um, sobre o destino que pode escolher, quando estiver impossibilitado de tomar opções e pretenda delegar as responsabilidade em pessoa ou pessoas da sua confiança, sempre com o apoio de um médico.

Carlos Martins
Comissão de Relações Públicas 2015/2016