on 27 de fevereiro de 2016


“SMART CITIES” VISAM TERRITÓRIOS MAIS ATRATIVOS

Guimarães projeta soluções inovadoras no modelo de governança das cidades

Jornadas geraram partilha de experiências para o desenvolvimento de projetos ambientalmente sustentáveis e incorporação de novas tecnologias. Objetivo é consolidar a posição de Guimarães enquanto cidade inteligente.
As jornadas europeias sobre “Smart Cities” (Cidades Inteligentes), que decorreram no Palácio de Vila Flor, em Guimarães, esta sexta-feira, 26 de fevereiro, permitiram recolher novos contributos para a elaboração de candidaturas comunitárias que o consórcio europeu liderado pela Câmara Municipal de Guimarães está a preparar juntamente com mais duas cidades classificadas como Património Cultural da UNESCO, a croata Dubrovnik e a eslovena Koper, ambas com uma forte polarização universitária no contexto das cidades fundadoras, constituindo uma cooperação triangular entre comunidade, empresas e universidades.
A realização destas ações tem como objetivo fomentar a produção de soluções urbanas inovadoras, realçando temas como o desenvolvimento, a inovação, a sustentabilidade, o financiamento, a competitividade e o crescimento. O objetivo global é contribuir para melhorar a capacidade de projeção e integração europeia de projetos e iniciativas. A expansão internacional e a criação de novas ideias e parceiros são alguns dos fatores-chave para o “smart development”.
«Estamos a construir uma cidade de futuro, com um modelo de desenvolvimento que passa pela economia criativa, a fim de tornar o território mais atrativo», disse Ricardo Costa, Vereador do Município de Guimarães. «A candidatura tem que valorizar o passado e acrescentar uma nova camada de inteligência e atratividade que construa uma cidade que crie oportunidades para todos», acrescentou o responsável pela Divisão de Desenvolvimento Económico da Autarquia.
O evento, orientado para todos os interessados em alargar conhecimento e desenvolver capacidades nas áreas do desenvolvimento regional, criação de valor e programas internacionais, contou com a representação de Câmaras Municipais, agências de energia, Comunidades Intermunicipais, profissionais, empresas, investigadores e estudantes. «É fundamental criar pontes entre a forte identidade histórica e cultural e a dimensão da inovação, da comunicação e das novas tecnologias», considerou António M. Cunha, Reitor da Universidade do Minho.

Sustentabilidade urbana como desígnio

As oportunidades no período 2014-2020 são vastas e integram um diferente número de programas que pretendem fomentar novas oportunidades de negócio. O projeto “1000Smart”, em Guimarães, foi desenvolvido com o objetivo de «responder, identificar, desenvolver e replicar soluções integradas» nas áreas da energia, transportes e TIC, através de parcerias entre municípios e indústrias, como defendeu o diretor da Rede Europeia de Regiões Inovadoras (ERRIN), Richard Tuffs, especialista em política europeia, mais precisamente nas áreas da investigação, desenvolvimento e inovação, bem como na coesão territorial e estratégia EU2020.
As cidades participantes têm por objetivo demonstrar à escala real soluções inovadoras pré-comerciais de tecnologias de informação, otimização de infraestruturas, mobilidade e eficiência energética, de acordo com uma visão que alinha, simultaneamente, com as prioridades da Comissão Europeia, desenvolvidas através dos seus programas H2020, Interreg, Urbact, Erasmus Plus ou COSME, entre outros. «Têm de ser criados mecanismos que permitam às pessoas tomar iniciativas, desenvolver propostas ou ter novos negócios, criando novas áreas de atividades económicas que possam gerar oportunidades de emprego», referiu Marcos Nogueira, sócio-gerente da IrRADIARE, entidade organizadora do evento.
O consórcio liderado por Guimarães privilegia a partilha de conceitos, sistemas, modelos, métodos e processos de suporte à inovadora governança de cidades e regiões que incorporam a sustentabilidade urbana nos seus desígnios estratégicos, cumprindo um programa de partilha de ferramentas de gestão e planeamento, além de serem desenvolvidas candidaturas conjuntas a programas, iniciativas e projetos europeus.