on 23 de fevereiro de 2016


A Faculdade de Filosofia e Ciências Sociais – Centro Regional de Braga da Universidade Católica Portuguesa viu, na passada sexta-feira, o artigo “Intervenção Precoce em Portugal e no Brasil: Clarificação Nacional e Internacional sobre Práticas Profissionais”, de Patrícia Raquel Fernandes, ser a publicação n.º 1 mais acessada este mês no eixo temático “Prevenção e intervenção: fatores de risco e proteção no desenvolvimento de pessoas público-alvo da educação especial” na Galoá. 

Natural de Guimarães, a autora é doutoranda em Estudos da Criança, especialidade em Educação Especial pela Universidade do Minho. Atualmente, exerce funções de Assistente Estagiária na Universidade Católica Portuguesa e é investigadora integrada do grupo de investigação “Desenvolvimento, Aprendizagem e Necessidades Educativas Especiais” do Centro de Investigação em Educação CIEd da Universidade do Minho.

A sua atividade investigativa abrange a área da Educação Especial, em particular as questões relacionadas com a intervenção precoce, o autismo, a família, as práticas profissionais, entre outras. 

Autora e coautora de diversos artigos científicos. Tem apresentado os resultados da sua investigação em congressos e em revistas da especialidade nacionais e estrangeiras. Participa em vários projetos científicos nacionais e internacionais. Membro de várias associações profissionais científicas, destacar a EAECI - European Association on Early Childhood Intervention , a Council for Exceptional Children Division of Intervention Special Education and Services - DISES, International Association of Special Education – IASE e International Society of Early Intervention.



Introdução ao Estudo:

"Historicamente, a IP tem sido marcada pelos modelos voltados ao padrão médico, em que os profissionais são considerados os “experts” e exercem domínio sobre as informações, decisões e recursos para as crianças com necessidades educativas especiais. No entanto, no Brasil, observa-se grande diferença em estudos e práticas sobre a temática da Intervenção Precoce, que quando ocorre, é focada no modelo baseado nas deficiências. Nesse sentido, entende-se que haja necessidade de avançar para medidas efetivas de estratégias e resultados em IP. Tomando como referência as diferentes etapas do Modelo de Desenvolvimento Sistémico (Guralnick, 2005b), neste estudo pretende-se comparar, através de um desenho de natureza qualitativa, duas realidades distintas, zona Norte de Portugal e um município do Estado de São Paulo no Brasil. Conscientes de que, o fundamental é conseguir identificar, aplicar e avaliar os elementos chave para a IP centrada na família, bem como a partir do testemunho de profissionais de uma equipa de um serviço de IP e as famílias atendidas, temos como objetivo perceber até que ponto estes valorizam e utilizam as práticas centradas na família, e como se situam nas diferentes etapas do modelo de desenvolvimento sistémico de IP Guralnick (2005b). O recurso, nesta investigação, ao método de estudo de caso, já que pretendemos perceber, aprofundar, sistematizar e credibilizar, no seu contexto real (e.g., análise documental, legislação, observação participante e entrevistas) de que forma o desenvolvimento de programas de IP, dentro de um modelo de intervenção centrado na família, é colocado em prática nos contextos específicos em estudo."