on 24 de fevereiro de 2016


175 ANOS DO NASCIMENTO DO HISTORIADOR VIMARANENSE

Prémio Alberto Sampaio com candidaturas abertas distingue estudo de investigação histórica


Interessados podem apresentar, até ao fim de maio, trabalhos científicos sobre o pioneiro da história económica e social em Portugal. Vencedor será conhecido em setembro. Prémio é entregue no último mês de 2016, no dia em que completaria 175 anos.
As candidaturas para a participação no Prémio Alberto Sampaio, concurso literário reativado no ano em que se comemora o 175º aniversário do seu nascimento, encontram-se abertas até ao dia 31 de maio de 2016. O prémio destina-se a galardoar um estudo de investigação na área da história económica e social portuguesa ou no âmbito de outros domínios historiográficos associados ao legado de Alberto Sampaio.
Instituído na Academia das Ciências de Lisboa pelos Municípios de Guimarães, Braga e Vila Nova de Famalicão e pela Sociedade Martins Sarmento, este concurso pretende homenagear o vulto da historiografia nacional e incentivar o estudo e a investigação histórica em Portugal. O prémio, no valor monetário de 6 mil euros, é financiado em partes iguais pelas três cidades minhotas por onde Alberto Sampaio repartiu a sua vida e deixou marcas da sua atividade.
Os estudos concorrentes devem ser inéditos, em língua portuguesa, com uma extensão compreendida entre 20 mil palavras (mínima) e 40 mil palavras (máxima). A cerimónia de atribuição do prémio decorrerá no início de dezembro, dia 1, data que assinala o aniversário da morte do historiador que nasceu em Guimarães, foi sepultado em Famalicão e estudou em Braga, tendo organizado a primeira Exposição Industrial de Guimarães, além de ter sido sócio fundador da Sociedade Martins Sarmento.

Júri decide até ao final do verão

Rotativo e designado anualmente pela Academia das Ciências de Lisboa, o júri do prémio é constituído este ano por José Luís Cardoso, investigador coordenador do Instituto de Ciências Sociais da Universidade do Minho e sócio efetivo da Academia das Ciências de Lisboa, Joaquim Romero Magalhães, Professor Catedrático Jubilado da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra, e por José Viriato Capela, Professor Catedrático do Departamento de História da Universidade do Minho.
De acordo com o regulamento, o júri deve tomar uma deliberação até ao dia 30 de setembro de cada ano, sendo excluídas as possibilidades de atribuição do prémio em situação de igualdade (“ex aequo”). Os concorrentes têm de dirigir o seu requerimento à Academia das Ciências de Lisboa, com a declaração de que acatarão a deliberação do júri sobre a atribuição do prémio, contendo os respetivos elementos de identificação e juntando três exemplares do estudo que candidatam.