on 17 de março de 2016

Estudantes vimaranenses voltaram a debater questões ambientais 
na segunda sessão do Eco-Parlamento 


Na segunda sessão do Eco-Parlamento os estudantes de sete agrupamentos de escolas de Guimarães apresentaram novas propostas para os seus projetos ambientais. A sessão final, onde se ficará a conhecer o vencedor, terá lugar no próximo mês.

O auditório do Laboratório da Paisagem acolheu a segunda sessão do Eco-Parlamento, projeto no âmbito do programa ambiental PEGADAS, que junta sete escolas do concelho de Guimarães.
Os alunos apresentam propostas e debatem a sua aplicabilidade, num exercício em tudo idêntico ao de um Parlamento a sério. Na sequência da primeira sessão, os estudantes de diferentes níveis de ensino dos agrupamentos de escolas de Abação, Professor Abel Salazar, D. Afonso Henriques, Fernando Távora, Pevidém, Taipas e do Vale de S. Torcato melhoraram as suas apresentações e argumentos, no sentido de fazer vingar o seu projeto.
Os alunos de Abação propõe-se requalificar um celeiro abandonado em Pinheiro, tornando-o num espaço cultural e aberto à comunidade, capaz de acolher concertos, workshops, entre outras atividades.
Já a proposta dos estudantes da Escola Professor Abel Salazar visa promover a recolha seletiva de resíduos. Para isso pretendem distribuir sacos porta a porta, implementar o sistema PAYT – que já funciona no Centro Histórico de Guimarães – e promover ações de sensibilização.
A proposta do Agrupamento Vertical de Escolas D. Afonso Henriques pretende resolver um problema ali identificado. Sob o mote “Cada gota conta”, o projeto dos alunos daquele estabelecimento de ensino prevê a colocação de um reservatório de água, minimizando o desperdício das fontes ali existentes. A água seria depois aproveitada para regar a horta escolar e distribuir pela população. 
Os alunos da Fernando Távora dizem não à poluição, manifestando a sua preocupação com a qualidade do ar exterior e interior. Apontam a poluição produzida pelos automóveis que passam nas imediações da sua escola, propondo diminuir o tráfego com recurso a campanhas de sensibilização, boleias, uso de transportes públicos e bicicletas. Para que o ar que respiram no interior das salas de aula seja melhor, sugerem colocar plantas identificadas pela NASA como aliadas para purificar o ar em ambientes fechados. 
A “Substituição das placas de amianto” na escolar, o tema escolhido pelos estudantes do agrupamento das Taipas, esteve uma vez mais em destaque. Na segunda sessão do Eco-Parlamento apresentaram um “Telejornal” com entrevistas gravadas com o diretor da escola, funcionários e até com um ‘investigador’, mostrando os efeitos negativos da presença do amianto. Os alunos criaram ainda uma música, onde ao som do hip-hop disseram “amianto, não”. 
Já Pevidém opta por “cuidar do Rio Selho”, propondo-se fazer uma intervenção no parque de lazer local e promover uma limpeza das margens. Apresentaram até os resultados de um inquérito realizado junto dos colegas, que mostra que 60% dos alunos estão disponíveis para ajudar a deixar o rio mais limpo.
O projeto do Agrupamento de Escolas do Vale de S. Torcato renovou na segunda sessão a vontade de reabilitar a ribeira de Couros. Para isso propõe que sejam utilizadas técnicas de engenharia naturais, dando como exemplos os tapetes herbáceos e os biorolos. Com a ajuda da Universidade do Minho e do Laboratório da Paisagem, entendem ser necessário um arranjo paisagístico da ribeira que atravessa parte do centro de Guimarães.
Os projetos, que foram também analisados por um júri externo, voltarão a ser melhorados para a sessão final do Eco-Parlamento, que terá lugar no próximo mês no auditório da Universidade do Minho, em Guimarães, e de onde sairá o vencedor.