on 15 de abril de 2016
No próximo dia 30 de abril. a partir das 17.30H decorrerá a apresentação do livro "ROSTOS", no auditório da Biblioteca Municipal de Arouca do escritor vizelense José Pedro Marques.
O vizelense lança o convite "aos meus amigos de Arouca e aos meus conhecidos de terra tão encantadora - terra da minha esposa e de dois dos meus filhos - eu deixo aqui o convite para me darem a honra e a alegria do calor da sua presença em pessoa".

Prefácio:
Aprendi a conhecê-lo pelas palavras... É no papel que expõe a face mais oculta do seu “eu”.
É um “visionário no mundo das ideias”. Um homem de saber e
saberes quer colhidos na vida, quer recolhidos pela formação
adquirida.
Os seus textos nascem de um subjectivismo próprio, de uma
forma de ser singular, cujas características estão, indubitavelmente,
inscritas no seu ADN.
É, contudo, um homem comum, ou melhor dizendo, de entre os homens comuns, um homem pouco comum: não está formatado para este mundo, vive em desencontro (não contra...) com as instituições, com a sociedade onde, por não lhe encontrar valores nem respostas, se torna uma sociedade vazia que o agride. Às vezes, ferozmente.
Protagonista neste teatro da existência, pelos seus textos entramos no mundo de um homem cordial mas atento, que se insurge contra a mentira, a hipocrisia, a injustiça, a indiferença que se desvia dos valores e princípios que defende e o orientam.
Revê-se no desprotegido, no fraco, no “escorraçado”, nas crianças, nos animais e na Natureza que enaltece e de que glorifica todos os seus elementos. Na Natureza, pacifica a sua alma inquie- ta e esvazia a sua solidão. A Natureza é pausa na sua luta interior.
ROSTOS – o livro que hoje nos apresenta – casa o título com o conteúdo. Lá estão os “rostos” que desenham e moldam a imagem do seu mundo: rostos com quem se cruza; com quem convive; de quem discorda; que admira; que recusa; ou que, ternamente, guarda no coração. É uma galeria de “rostos” que lhe devolvem o passado e/ou lhe suscitam emoções.
ROSTOS - é um diário (mais um, de um diário maior...). Não tem cronologia, mas resguarda factos que, vividos e/ou observados, o tocam, o fazem exultar ou o machucam duramente,. Em voz firme e assumida, devolve-nos o mundo em desabafos, que lhe saem em golfadas, de alma exposta: inconformado, “buliçoso”, inquieto, “desalinhado” e insubmisso, procura, em ânsia, o outro “eu” que falta nele.
Crente, rejeita os dogmas. Fervoroso, segue o caminho escolhido. Idealista, luta pela utopia. Humanista, crê no seu “irmão” e luta por um mundo melhor. Solitário? Sim, solitário também! De um silêncio consentido, tantas vezes opressivo, como tantas OUTRAS desejado. Fez pacto com a inquietude.
“O Poeta trabalha para o Futuro” – dizia Jean Cocteau. É verdade, mas as ferramentas são as memórias – felizes ou amarguradas do passado “com que vai carpindo sentimentos, anseios, alegrias, convicções ou frustrações”.
Por inerência e por destino, vive entre dois tempos, duas dimensões, duas visões da vida e da morte.
Carrega uma missão: “ser fecundo”, deixar rastos...
- Missão cumprida!