on 3 de fevereiro de 2017

Guimarães tem Bosque Erasmus na UMinho com 30 árvores de países europeus

Área verde representa diversidade dos países participantes. Entre as várias espécies plantadas destacam-se a azinheira, o abeto azul, o vidoeiro, o freixo europeu e a faia púrpura.
A Universidade do Minho inaugurou esta quinta-feira, dia 26, no polo de Azurém, em Guimarães, um bosque com três dezenas de árvores oriundas de vários países parceiros do programa de intercâmbio Erasmus. A iniciativa assinalou a abertura oficial das comemorações do 30º aniversário deste programa, que já chegou a mais de três milhões de estudantes da União Europeia.
«Este é um momento simbólico e cheio de substância, que está relacionado com a biodiversidade e também com o âmbito da nossa candidatura a Capital Verde Europeia. Guimarães é uma cidade de cultura, mas também que preserva o seu ambiente e a sua natureza, daí querermos ser uma referência bio-cultural», referiu Domingos Bragança, Presidente do Município, acompanhado pelo Reitor da UMinho, António M. Cunha, pelo Diretor Regional de Braga do Instituto Português do Desporto e Juventude, Vítor Dias, e pela Pró-Reitora Carla Martins, num trabalho paisagístico liderado pela Presidente da Escola de Arquitetura, Maria Manuel Oliveira.

«Este bosque acrescenta qualidade a um caminho que está a ser partilhado, igualmente, pela Universidade do Minho, entidade que mais tem contribuído como fator de união entre as duas principais cidades do Minho», acrescentou ainda o responsável pela Autarquia vimaranense, indicando a internacionalização como fator preferencial para que os «estudantes possam ter mais oferta de alojamento nesta cidade», proporcionando novos intercâmbios de alunos de todas as cidades europeias, a fim de «conhecer melhor» Guimarães. «Estaremos sempre na primeira linha de cooperação com a Universidade do Minho, com políticas transversais que envolvam as nossas comunidades», disse.

30 anos, 30 árvores
A UMinho tem vindo a apostar numa forte política para a internacionalização, que se reflete nos seus principais eixos de ação: ensino, investigação e inovação e interação com a sociedade. Desde 1994, no âmbito do Programa Erasmus, a academia minhota acolheu 4.204 alunos provenientes de 29 países, maioritariamente de Espanha, Itália, França, Turquia e Polónia, e enviou 4.143 universitários para 28 países da União Europeia.

«O programa Erasmus é o mais bem-sucedido no espaço de construção educacional, com um impacto brutal a todos os níveis. Faz-nos ter crença na Europa e no envolvimento de povos europeus. Celebramos com grande dignidade este aniversário e a ideia de construirmos este bosque permite o desenvolvimento paisagístico da zona sul do Campus de Azurém, onde está agora a nova Biblioteca da Universidade do Minho, uma referência europeia na área do ensino superior», disse, por sua vez, António M. Cunha, Reitor da UMinho.

Comemorações prolongam-se até ao final de 2017

À semelhança de outras instituições de ensino superior da Europa, a UMinho associa-se a esta efeméride com inúmeras atividades, nomeadamente um encontro com antigos participantes do Erasmus, um fim de semana aberto para alunos do secundário, semanas internacionais sobre internacionalização para docentes e funcionários, sessões de sensibilização em escolas de Braga e Guimarães, realizadas por alunos Erasmus.
Está ainda em agenda a participação em ações de solidariedade com refugiados, um _power trail _(percurso com pontos de passagem pré-estabelecidos), no âmbito da candidatura do Município de Guimarães a Capital Verde Europeia 2020, e uma caminhada ao Bom Jesus do Monte. As comemorações encerram em dezembro com a exposição “30 anos do Programa Erasmus na UMinho” e um concerto inédito da Orquestra e do Coro da academia minhota.