on 28 de novembro de 2017

A preocupação pela gestão dos recursos naturais continua a chamar a atenção das populações e nos últimos dias têm surgido na comunicação social nacional algumas iniciativas de preservação ambiental. Em Barcelos, por exemplo, a autarquia vai investir 12 mil euros (notícia Público e notícia institucional) no rio Cávado para a remoção da "praga" de jacintos. Uma espécie invasora que se tem desenvolvido rapidamente, particularmente nas zonas mais abrigadas do Rio, cuja presença se nota desde 2003 em vários locais.
O rio Vizela (nas duas fotos de hoje) apresenta sinais claros de eutrofização nas suas margens em S. Paio de Vizela. Manchas verdes (algas) surgem pelo crescimento excessivo de plantas aquáticas que se formam por exemplo pelo despejo de esgoto, pela actividade agrícola intensiva e/ou pela utilização excessiva de adubos e pesticidas.  
Estas manchas verdes (florações), que percorrem as margens do Rio Vizela, limitam a penetração da luz, tornam a água turva, alteram os níveis de oxigénio... e influenciam negativamente a comunidade aquática e os seus ecossistemas. O cenário pode levar mesmo à morte de peixes ou à redução do seu número.

1. O excesso de nutrientes é aplicado ao solo. 2. Alguns nutrientes lixiviam no solo onde podem permanecer por anos. Eventualmente, eles são drenados para o corpo de água. 3. Alguns nutrientes correm sobre o chão no corpo de água. 4. O excesso de nutrientes causa uma floração de algas. 5. A floração de algas bloqueia a luz do sol de atingir o fundo do corpo de água. 6. As plantas abaixo da floração de algas morrem porque não conseguem tirar a luz solar para fotossintetizar. 7. Eventualmente, a floração de algas morre e afunda no fundo do lago. As bactérias começam a decompor os restos, usando oxigénio para a respiração. 8. A decomposição faz com que a água se torne esgotada de oxigénio. Formas de vida maiores, como peixe, sufocam até a morte. Este corpo de água não pode mais suportar a vida.